Combustível: a conta mais fácil (e mais errada)
A base é simples: quilometragem total ÷ consumo da moto × preço do litro. O erro clássico é usar o consumo de cidade — moto carregada, com garupa ou em serra bebe mais. Faça a conta com o consumo real de estrada carregada e arredonde pra cima.
Some também o trajeto extra que toda viagem tem: ida até a rota, voltinhas no destino e desvios. Uma folga de 10–15% na quilometragem deixa a conta honesta.
Hospedagem e comida: onde o orçamento se decide
Dormida e comida costumam pesar mais que a gasolina. O custo varia brutalmente com o estilo: camping e marmita de posto numa ponta, pousada com café e restaurante na outra. Defina o estilo antes e multiplique pelo número de noites — esse número é o coração do orçamento.
Dica de estrada: cidade pequena fora de feriado tem diária boa e comida farta a preço justo. Alta temporada e evento na cidade dobram tudo — vale checar o calendário do destino antes de fechar a data.
Pedágio, manutenção e a margem que salva
Pedágio em rota litorânea ou de rodovia concedida soma rápido — vale conferir o trajeto. E toda viagem consome a moto: pneu, óleo, corrente e revisão são custo da viagem, mesmo que a conta chegue depois.
Por fim, a regra de ouro: leve uma margem de 20–30% pra imprevisto. Pneu furado, peça, uma diária extra por causa de chuva — quem viaja sem margem transforma perrengue pequeno em problema grande.